<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709</id><updated>2011-08-25T15:00:09.157-07:00</updated><title type='text'>{.Em Terras de Olívia.}</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-7005445082918357848</id><published>2009-08-03T15:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T16:40:05.311-07:00</updated><title type='text'>Um Dia Seguinte que Nunca Chega</title><content type='html'>Ele a achou interessante, Ela o achou interessante.&lt;br /&gt;Ela estava traumatizada com relacionamentos, &lt;br /&gt;Ele estava traumatizado com relacionamentos.&lt;br /&gt;Ele se empolgou com a idéia, Ela deixou rolar.&lt;br /&gt;Ele topava quando ela chamava pra sair.&lt;br /&gt;Ela falava coisas só por educação.&lt;br /&gt;Ele achava que a melhor educação é a sinceridade.&lt;br /&gt;Ele deixou ela ditar a velocidade, ela odiou o quanto ele pisava.&lt;br /&gt;Ele achava que ela valia a pena, ela não sabia nem o que achar.&lt;br /&gt;Ela preferia esconder o que pensa,&lt;br /&gt;Ele não suportava saber que alguém não falava o que realmente pensava.&lt;br /&gt;Ela falou para os outros, Ele falou pra ela.&lt;br /&gt;Eles Discutiram... Óbvio.&lt;br /&gt;Ele queria a verdade, e ela queria deixar como estar.&lt;br /&gt;Ela queria a amizade dele, e ele acha que sem verdade não há amizade.&lt;br /&gt;Ela não queria magoar ele, Ele de tantas histórias, achava que isso era o de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela achou ele um cara muito estranho.&lt;br /&gt;Ele achou ela uma garota muito estranha.&lt;br /&gt;Não houve final feliz, não houve final triste.&lt;br /&gt;Só houve pelos dois lados a mesma frase:&lt;br /&gt;Eu sou assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-7005445082918357848?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/7005445082918357848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=7005445082918357848&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7005445082918357848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7005445082918357848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2009/08/um-dia-seguinte-que-nunca-chega.html' title='Um Dia Seguinte que Nunca Chega'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-8495710602250054811</id><published>2009-01-20T12:38:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T21:32:55.577-08:00</updated><title type='text'>A Descoberta do Mal [Atualizado com Vinny Pin]</title><content type='html'>As flores são prepotentes&lt;br /&gt;Quando falam, os gardenais ficam em silêncio&lt;br /&gt;Quando percebo, o radical virou conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ligue para seus ascendentes&lt;br /&gt;Pois de velho já perderam o respeito&lt;br /&gt;E de resposta você perdeu o senso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras deles viram ladainha&lt;br /&gt;Enquanto me escondo na floresta&lt;br /&gt;E essa cova que não é minha&lt;br /&gt;Trocar com eles é o que resta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos sopros&lt;br /&gt;Soja e sonhos&lt;br /&gt;MIl pedaços em raíz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lampadas das arvores já são só lanças.&lt;br /&gt;E os galhos são de aços&lt;br /&gt;E o que a natureza constrói, se é a alma corroi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuvinha simples, sem pretensão.&lt;br /&gt;Sangue escorre como vulcão em ação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-8495710602250054811?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/8495710602250054811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=8495710602250054811&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/8495710602250054811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/8495710602250054811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2009/01/descoberta-do-mal.html' title='A Descoberta do Mal [Atualizado com Vinny Pin]'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-8934092309534714445</id><published>2008-06-14T05:34:00.001-07:00</published><updated>2008-06-14T05:34:52.007-07:00</updated><title type='text'>Virgo, A Caixa, Seu Mundo e outros Mundos</title><content type='html'>Virgo nasceu num momento de afeto, em festas de fim de ano. Mas para muitos, o afeto é um estado momentâneo. Quando o homem descobre o prazer até seu término, e isso para alguns duram eternidades, mas para seu progenitor seriam os minutos de sexo donde o primeiro pulso vital de Virgo se explodiu. Nada além daí seria afeto.&lt;br /&gt;Virgo descobrira que o desejo de sua vinda durou segundos, e o desprezo anos. E ele então conheceu Mundo.&lt;br /&gt;Mundo era belo longe de Virgo, porém bastavam se juntar que se tornava problemático: Seu irmão mais velho era o caçula, ele caçula era o mais velho, o do meio se proclamava patriarca, pois seu pai era um moralista que não pagava pensão, vejam só!&lt;br /&gt;Seu Mundo era tão feio e tão sujo que Virgo aprendeu a falsificar Seu Mundo, para cada um, era belo, robusto! Escondeu a verdade por anos que Seu Mundo era seu maior inimigo, e todos apoiavam isso... Sua progenitora e seus irmãos, Seu pai era um petista que gostava do Bush, vejam só!&lt;br /&gt;Era estranho saber como a arte seguia os caminhos dos parentes de Virgo, poderíamos incluir ele se a família não achasse que falsificar Mundo era só falta do que fazer. Mas Virgo se especializou em criar Mundos para mostrar a eles! De que adiantou? Sua mãe ouvia as canções do caçula mais velho, assistia os atos do filho patriarca. Seus irmãos achavam totalmente fútil (se sabiam o verdadeiro sentido da palavra) cada Mundo que Virgo criava, já que bastavam olhar cada um para Seu Mundo, que acreditavam ser verdadeiro. Notou que não existe família. Era um espaço de tabuleiro de resta um, sempre tampado pelo salto do outro. Então ele, Seu Mundo e os outros mundos desistiram de criar uma feição de afeição.&lt;br /&gt;Nestas todas as andanças descobriu que Seu Mundo era cheio de amizades, não era aquele Seu Mundo que os parentes propunham. Em família Seu Mundo era cruel, e na rua, pasmem, era maravilhoso! Seu Mundo apresentou milhões de amigos que poderiam considerar irmão, muitos. E Virgo considerou, cada um, irmãos e irmãs dele.&lt;br /&gt;Sua mãe era um satélite que captava as idéias, e informações que lhe convinham pelo patriarca e pelo caçula, só para acusar Virgo de nunca vir em terra, mas na verdade ela queria outro satélite como ela.&lt;br /&gt;Seus irmãos continuavam com a arte de não fazer nada, e seu pai? Ah, era um homem que se exibia de ter vinte e um filhos, e não sabia a data de aniversário nem do primeiro, vejam só.&lt;br /&gt;O orgulho era como espelho, refletia saber de tudo que olhava, mas quebrava com maior facilidade. Foi então quer Virgo descobriu que era preferível ser um humilde, a que um rico orgulhoso. De cada tapa com outro tomado de seus irmãos, sentia que seu sangue ficava mais quente, seu pulso mais belo, sua pureza mais óbvia: Discos em vitrolas não era arte, segurar crânios em mãos também não. Artista foi o que fez a música, e quem escreveu “ser ou não ser”. Criar é Arte, reaproveitar é comodidade.&lt;br /&gt;E então Virgo tornou-se espelho, mas com sua humildade vivaz.&lt;br /&gt;E, de dentro do espelho virgo viu Seu Mundo e Seu Mundo lhe trouxe algo. Uma caixa que arremessou contra o espelho e o quebrou. E ante dessa sentir o chão, surgiu a mãos de virgo para segura-la. Nada mais sobrou de espelho. Só ficaram os heróis: Virgo, a Caixa, Seu Mundo e os outros Mundos. Sua mãe ainda era um espelho q mantinha coração, o filho patriarca ainda achava que com gritos descontrolados se independia um país, o caçula mais velho acreditando que existia tolos para ele enganar até o fim da sua vida, e estava certo, pois o maior tolo que era enganado por si mesmo todo o tempo. E seu pai? Ahhhhhh, um dono de boteco que entende mais de geopolítica que um estudante de jornalismo, vejam só!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-8934092309534714445?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/8934092309534714445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=8934092309534714445&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/8934092309534714445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/8934092309534714445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2008/06/virgo-caixa-seu-mundo-e-outros-mundos.html' title='Virgo, A Caixa, Seu Mundo e outros Mundos'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-6294803140642896356</id><published>2008-06-02T23:43:00.000-07:00</published><updated>2008-06-02T23:52:32.098-07:00</updated><title type='text'>A Síndrome de Goliah</title><content type='html'>A cabeça rodopiava, a mente girava e o pescoço então pára, como um clique de encaixe. Sua mente era um baralho de confusões onde o guia de regras fora queimado com a embalagem do novo brinquedo, e de seu ouvido surgiu o seu primeiro som.&lt;br /&gt;_Davi está vivo. – falou a mulher em sua frente.&lt;br /&gt;Então olhou abaixo e puxou de leve sua mão direita em vista ao olho, e pela primeira vez enxergou seus enormes braços, desproporcionais para seu corpo e metálicos como o resto. O fator curioso mesmo era saber que sua palma de mão também enxergava seu rosto, vendo sua boca e mandíbula monstruosa e seus olhos cheios de luz, como energia pulsante.&lt;br /&gt;A mão então fechou rapidamente e abriu em seqüência de maneira barulhenta e amedrontadora.&lt;br /&gt;_Média. – Foi a palavra que gigante produziu.&lt;br /&gt;Todos em sua volta, doutores e doutores, sem nenhuma diferença entre eles, se espantaram. Ele falava, A criatura.&lt;br /&gt;_Calma senhores. – riu a mulher ao seu lado – com o implante cerebral inicial dele, proporcionamos a sede de informação, como um humano, ele se alimenta disso. E assim – uma gaveta sai das costas de Davi, e levando a mulher até uma escada para o alcance. – poderemos então lhe dar carinho com nós, para ele nos defender da anomalia. Pois foi para isto que ele nasceu.&lt;br /&gt;Ela, na gaveta, implanta uma placa pela gaveta.&lt;br /&gt;Como fogo queimando o ser humano e um coice levado, milhares de dados invadem seu cérebro: construções, civilizações, guerras, impérios, até chegar no fim, o final precário de vida humana... As pequenas vilas, sedes escondidas, e Goliah, a forma de vida que interrompia a continuidade humana. E um gritou soltou a máquina, foi ele que viera ao mundo, esta era a idéia de existência de Davi.&lt;br /&gt;_Davi! – Grita a mulher – Prioridade Primeira.&lt;br /&gt;_Não matar, nem ferir de alguma forma, humanos.&lt;br /&gt;_Prioridade Segunda.&lt;br /&gt;_Destruir quem os destrói, os defender.&lt;br /&gt;E como um trovão, palmas ensurdecedoras surgiram da platéia daquele grande salão com fundos negros, cada homem de sua poltrona.&lt;br /&gt;O sorriso surgiu no canto dos lábios da mulher, formando a fila para os homens passarem perto de Davi, até tocarem. O encanto saltava deles, mas dela só o orgulho. Até o pátio se esvaziar.&lt;br /&gt;_Somos só nós agora, Davi.&lt;br /&gt;_Onde encontro Goliah?&lt;br /&gt;E seu sorriso surgiu novamente, puro.&lt;br /&gt;_Se acalme, tudo será previsto pelo plano correto de tempo, recolha o máximo de informação que puder, sua vantagem sobre a besta será o conhecimento.&lt;br /&gt;E Então passou ele a noite toda na biblioteca, estudando tudo o que podia sobre seus criadores e pela manhã, que passou como segundos pelo recebimento de informação, uma voz o despertou do transe.&lt;br /&gt;_O homem evoluiu do macaco, disse Darwin. Logo ele está abaixo de nós na escala, mas se somos os superiores, onde estão as macacas que estão parindo humanos?&lt;br /&gt;A mulher deu à volta nele, e Davi a viu de pé, com os braços para trás.&lt;br /&gt;_Procurávamos a real evolução,a fagulha de tempo-espaço universal que transforma o macaco em homem. Tentamos então forçar a evolução, manipular as alterações genéticas, os primeiros sinais foram aparentemente bons,considerando que ensinávamos macacos. Mas os resultados eram baixos, e exageramos nas doses. Foi daí que surgiu Goliah. Ele é o Caos que zerou nossa existência, outrora super-povoada. Foi daí então que obtivemos você. Você é a criatura de salvação.&lt;br /&gt;O sentimento de dever batia forte em Davi, ou só era seu sistema programado para ele se sentir assim. Abriu seu corpo como um canivete suíço, e vira a quantidade infinita de armamentos que continha em seu corpo.&lt;br /&gt;Após horas de viagem para o núcleo de uma floresta, chegaram onde desejavam todos. Teve aquele lugar milhares de nomes durante as eras, mas atualmente só era conhecido de Êxodo Tropical, o nível zero.&lt;br /&gt;A noite não deixava ver muito das arvores grandes, mas um clarão em meio a tudo começa a ajudar a vista, e em meio dela toda, o verdadeiro nível zero: uma gigantesca fogueira centralizava onde o encontrar. Já se ouvia os batuques e os gritos.&lt;br /&gt;_Aqui é onde vamos lhe deixar, não podemos passar daqui.&lt;br /&gt;A nave vai pousando na área, quilômetros antes da fogueira, e marcada ali o heliporto de vermelho. A porta traseira desce com violência ao chão, levantando a poeira sobre aponte que ela mesma formava.&lt;br /&gt;_Média. – O grande robô pronuncia.&lt;br /&gt;_Informações! – fala o homem ao seu lado, encarregado da missão, e maior patente no momento, e outro vem de encontro à Davi e implanta mais uma placa sobre seu corpo, com todas as coordenadas da floresta e informações adicionais sobre a região.&lt;br /&gt;Seus olhos despertam como de um sonho e com um tapa ao chão, faz um salto gigantesco como um vôo e caindo em mata fechada, e sem parar, começa a corrida entre as arvores, derrubando algumas.&lt;br /&gt;_Não esqueça, Davi. Volte após sua missão.&lt;br /&gt;_correto. – responde com os olhos cheios de energia.&lt;br /&gt;E a luz do meio da fogueira ficava cada vez maior, até a nuvem cinza, cheia de cinzas. A grande fogueira era como uma sala no centro de tudo. E no meio da sala, o trono.&lt;br /&gt;_Pedem a Deus que os ajudem, pedem dinheiro, pedem saúde. Mas, em momentos de superioridade, não dão nada disso. Mas não chamo de hipócritas, eles acreditam mesmo no que dizem. Só seria se acreditassem mesmo estarem mentido à Deus. Mas apesar de tudo são pedidos sinceros, mesmo maldosos, de alguém que sabe que no final você é um indivíduo sem ajuda, e por ser um individuo no universo, o umbigo de si mesmo, tem dois olhos, mas só um ponto de vista que os dois olham ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;_Mídia.&lt;br /&gt;_Fale: “Quê?”. Mas me diga – Sai então de trás da grande fogueira aquele monstruoso símio, que dava com a luz uma coloração azul marinho aos seus pêlos, com uma barbatana como crista de cor verde, e com certa coisa sobre a cabeça, que representava provavelmente sua coroa. – Diga olhando para mim, você é meu assassino?&lt;br /&gt;_Goliah?&lt;br /&gt;_Sim?&lt;br /&gt;_Então Sim.&lt;br /&gt;_Acha que sou de tão fácil acesso? Aberto sem segurança pelo meu território? Há algo que iguala todos os assassinos, mais que a sede do genocídio... O desespero quando chega sua própria morte. Um de nós morrerá nesse embate, então teremos não um vencedor, mas um assassino.&lt;br /&gt;Davi então se abre todo, e como uma Supernova, uma luz se vê milhares de quilômetros.&lt;br /&gt;_Alguém venceu. – Falou o homem de alto-patente.&lt;br /&gt;O corpo de Davi, volta aos frangalhos de meio da floresta.&lt;br /&gt;Todos gritam com a vitória.&lt;br /&gt;Desce então da nave, a mulher. Sua criadora.&lt;br /&gt;Mas ela não foi ao seu encontro, falou para todos se afastarem, e um controle estava em sua mão, e o peito da máquina começa a brilhar.&lt;br /&gt;_Mídia! – grita desesperado. E seu comunicador anuncia:&lt;br /&gt;_Davi, você gera ameaça à nossa raça, e neste momento você será lembrado como um herói, um mártir. Só não podemos deixar esse risco novamente pra humanidade. Estamos então gerando sua autodestruição.&lt;br /&gt;_ “Auto”? Não reconheço “Auto”.&lt;br /&gt;E seu corpo começa a se tornar mais uma estrela no céu.e ele lembrou das ultimas palavras de seu inimigo e verdadeiro criador: Quando não tiver mais eu contra eles, quem será Davi? A linha de evolução proíbe níveis acima, ou melhor: Eles proíbem. A coroa é deles.&lt;br /&gt;Mas durante a sua explosão, sua memória ficava sobre os assassinos. Mas não era só assassinos que sofriam durante a morte, e aqueles que fizeram a coisa certa? Desesperavam o mesmo, pois naquela noite e naquela floresta, nenhum robô matou um macaco, nem um macaco um robô, então quem eram os assassinos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-6294803140642896356?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/6294803140642896356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=6294803140642896356&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/6294803140642896356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/6294803140642896356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2008/06/sndrome-de-goliah.html' title='A Síndrome de Goliah'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-96416711942176532</id><published>2008-01-31T21:41:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T21:48:51.792-08:00</updated><title type='text'>Pausa (aviso)</title><content type='html'>Bom, venho avisar a todos de uma notícia boa, porém pode ser vista também pelo lado ruim:&lt;br /&gt;Até o meio desse ano pretendo lançar o livro de contos, uma coletânea dos contos do blog e mais (muitos mais) contos. Estou terminando alguns, e após isso vou editar, passar a limpo e tudo essas coisas que vêm por aí.&lt;br /&gt;Por meio disso, e outras da vida, to dando uma pausa no blog por um tempo indeterminado.&lt;br /&gt;Mas eu volto, um dia ou outro!&lt;br /&gt;É uma nova etapa, com novos objetivos, mas os mesmos amigos. Pois amigo nunca muda, se ele não é mais seu amigo, é porque nunca foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amizades eternas, sucesso para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-96416711942176532?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/96416711942176532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=96416711942176532&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/96416711942176532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/96416711942176532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2008/01/pausa-aviso.html' title='Pausa (aviso)'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-7537853221028519328</id><published>2008-01-08T18:07:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T20:28:24.216-08:00</updated><title type='text'>A balada de Serafim</title><content type='html'>_Existem milhões, bilhões de mundos aqui. Olhando de cima do arranha céu são só formigas, mas de seu mundo só você participa. E são tantas vidas, e memórias para viverem... Mas só um mundo. - Falou antes de abrir as asas.&lt;br /&gt;Então o céu lhe deu formas, lhe deu esperança, mas a força vinha de si mesmo. E tentava. Mas a parede invisivel era mais forte que ele. E mais um anjo tombou sobre a selva de concreto.&lt;br /&gt;Sentia só, ele e seu violão. Suas melodias abafadas por motores... As máquinas venciam os anjos, e eu nem saberia dizer isso nunca.&lt;br /&gt;As ruas eram como sombras estendidas pelo sol, e nunca se encontravam. Eram brigas sem vencedores, e cada um para seu lado, sem saber quem era o vitorioso. Deveria encontrar seu cortiço do céu. Eram prostitutas belas, ladinos charmosos... Deus cuidava mesmo dele, pois não importa a situação, importa sua paz de espirito. E se de milhares piores lugares ele encontraria este calmo, foi por que merecia, só merecemos o que conseguimos... Nada além disso.&lt;br /&gt;Um lugar pra viver já teria conseguido, agora... eram sua alma q precisava de alma. Um sopro é vida. E sangue é cidade.&lt;br /&gt;Todas as noites esteja lotado, era dia dele tocar... cabelos longos, seu belo violão sagrado, e seu rock contagiante. A agua virava vinho e a melodia transformava.&lt;br /&gt;Pode homem de carne fazer algo assim? homens fazem, mas Deus com plena certeza produzia.&lt;br /&gt;Mas dentro de 10 sempre existe 1. Um que atrapalha, um ganancioso... que a pureza não nos deixa apreensivos. E nosso anjo não se poluiu, mas o Um poluiu os outros. E nossa lenda viu sua escória. Mas Anjos caidos ainda têm "Anjo" de nome, não é?&lt;br /&gt;Até hoje ele toca em bares, você já ouviu, você já conhece. e quando sua musica tocar você vai dizer: "nossa essa musica!!!" Vai pular, agitar, grita... vai chorar. Pois sua música é uma vida, e em cada vida há um mundo. Você vai viver todos os momentos da seu mundo. Mas nunca todos os mundos de sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-7537853221028519328?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/7537853221028519328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=7537853221028519328&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7537853221028519328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7537853221028519328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2008/01/balada-de-serafim.html' title='A balada de Serafim'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-149641565950702531</id><published>2007-07-24T17:36:00.000-07:00</published><updated>2007-07-24T17:37:52.109-07:00</updated><title type='text'>Fim de Semana no Paraíso</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;_O mundo parecia normal: simples e desordenado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estava sob um sol constante, porém que não fazia calor e nem era concentrado em uma esfera ao céu, estava espalhado por todo, fazendo então qualquer olhar voltado ao céu um encontro com a luz. Decidiu olhar à frente, e encontrou outra imensidão. Sobre seus pés o maior jardim de flores que encontraria em toda sua vida. Eram milhares, e coloridas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Estava alguns minutos em meu quarto. “É hora de sair deste mundo” pensei. – Quando Otto pronuncia em voz alta sua frase, seus horizontes brilham como luzes mais escurecedoras de que o sol.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Existem na vida coisas impalpáveis. Sentimentos, por exemplo: não sabemos onde compraríamos paz, mas insistimos em pagar por isso. O homem detém em seu bolso de máquinas marcadoras de preços para o mundo. Tentamos avaliar via capital cada coisa, inclusive os sensíveis. Otto não era diferente, procurava pagar pelo esquecimento da tristeza, e lhe ofereceram o caminho. Quando percebeu estava aqui, no não - tão conhecido paraíso. Era perfeito só de olhar, o mundo ali sim era belo como Éden. Belo e só seu. Seu sorriso surgiu aos poucos pelo rosto a ponto de iniciar uma gritaria sozinho, corria e pulava sobre a grama, alegremente! Levantou bruscamente e olhou novamente os horizontes, onde estava a tristeza? Além daqueles clarões ao fim da vista, com certeza. Com seu sorriso ainda, deitou-se e curtira o momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Após horas ali pensando que os problemas não o alcançariam, lembrou de não ter dado seu novo destino a suas vitórias. E surpreendentemente, uma garoa iniciasse em sua volta. E percebeu o mais óbvio: seu humor controlava aquele Éden de dois dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Se para o dia ser feliz terei de rir, não chorarei nada para poder sentir a brisa bater sobre meu corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então sorriu o dia todo. De tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Onde via plantas, ele sorriu; onde não via, também. Tornou-se um homem positivo ao longo de duas dúzias de hora. Mas as névoas se incomodam em ver alguém sorrindo, e o sol também, de ver alguém desfrutando o que não merece. Otto começou a ver que o mundo não se reconstruiria pelo seu bom humor. Observou assustado sua mente se confundir, e causar os levantamentos dos grandes pilares ao meio das terras, gravados monstros gigantes, e iniciando assim uma negra fechada de tempo junto a forte tempestade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentou rir, sorrir, nada adiantava. Era tarde demais para sorrir. Era tanta felicidade que se tornava um inferno. Pedia para tirar ele mesmo seu sorriso do rosto, mas o medo não deixava, e obrigava a tentar sorrir mais e mais. Até sentar, e se tornar uma formiga sob a construção saída da terra que o intimidava com seus dentes e olhos enormes. Não iria correr, enfrentaria o seu desejo não sucedido. Procurou espadas e escudos, mas descobrira que de seu naquele momento era só o medo, e o autocontrole se tornou uma piada infame.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O homem tem milhões de códigos de honra. Cada um ditando algo que abriremos mão para um bem maior, nosso respeito perante outro. Mas há um deles que é o mais sincero e raro: A ajuda ao próximo. Existem mesmo os que fazem isso por respeito ao próximo, esperando que ele também o faça quando a situação estiver inversa. Mas pouca gente apostaria essa situação mão de outro. Sobraria então o pensamento de Otto como sincero: sentia, naquele instante, dores que não desejava a outros, e lembrou que pelo mesmo caminho que o seu, viera uma bela moça. Não enfrentaria mais seus medos, já tinha ganhado a batalha quando os descobriu. Era hora de salvar quem não sabia nem onde estava, e então correu em direção ao horizonte, onde outrora brilhava escuro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passou então a madrugada toda a correr. E, ao chegar ao horizonte, de um lado viu Luiza enfrentando serpentes gigantes e de volta, os grandes pilares. Teria a maior dúvida de momento que o bateu: se ali ficaria eternamente seus temores, recomendaria ninguém passar por ali ou ninguém decidir entrar nesse paraíso aos olhos cegos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Continuou a correr em direção a Luiza, e batendo com suas mãos, começara a espantar cobra por cobra. Dentro de seu pesadelo, tentava salvar ela de seus próprios temores. Era um pesadelo de pesadelo até as cobras gigantes encolherem, e sumirem totalmente. Abraçou sua companheira, que apesar de não se conhecerem, ali era um mundo de amigos desconhecidos. Sempre será. Poderíamos ser felizes se o mundo tivesse só alguns quilômetros, se todos sorrissem, se todos se amassem e tivessem os mesmo objetivos no mundo. Mas também poderíamos ser ignorantes de verdade. E se a felicidade está, em meu pensamento, ligada à verdade... Seriamos nós felizes por quanto tempo com a mentira?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Descubra, Luiza. Experiências são para vida toda, sentimentos são conquistados. Não existe felicidade ingerida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-149641565950702531?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/149641565950702531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=149641565950702531&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/149641565950702531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/149641565950702531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2007/07/fim-de-semana-no-paraso.html' title='Fim de Semana no Paraíso'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-7976263176411642528</id><published>2007-07-15T12:30:00.000-07:00</published><updated>2007-07-15T12:38:44.936-07:00</updated><title type='text'>A Sábia Senhora e a Cabeça do Tigre</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;_E o que você esperava? Que te louvassem por tudo? – Falou a vela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Parou ela e pensou. Agradeceu cada coisa feita por ela no mundo. Um por um. E não lembrava de nem metade dos favores feitos virem com um agradecimento. Não era agrado financeiro, nem agrado publicitário. Era um simples obrigado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas ela foi ensinada que qualquer favor independe de agradecimento, era cobrar (de qualquer forma) de se dar o que pode fazer. Mas já pensou se ela deixasse de agradecer em cada coisa que recebeu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Sábia Senhora tinha a meia idade, ainda era bela. E tinha o grande cabelo negro preso por uma espécie de palito fazendo não ficar solto pelas costas. Seu grande vestido vermelho, cheio de desenhos, servia para espantar maus objetos. Sim, objetos. Ela era chamada de Sábia Senhora, pois tinha esse dom peculiar, ela podia conversar com qualquer objeto que quisesse... Para muitos da aldeia próxima era só uma loucura, uma velha que se ausentava da vida para não sofrer na realidade. Mas existe alguém nessa vida que vive sem se ausentar um minuto sequer dela?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Orava algumas noites para que fosse só mesmo uma loucura seu dom, mas era a pura verdade. Teria provado tantas vezes que começou a viver de seu dom, pois apesar de não morar na aldeia, sabia mais dela do que os próprios moradores, os objetos iam contando as notícias uns aos outros até chegar às árvores fora da cidade, elas sim eram fofoqueiras. Tornou-se algo semelhante à conselheira dos humildes. Isso há muitos anos atrás, hoje já não tinha mais tanto crédito, e nem queria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A vela calou-se após o fogo ser apagado pela rajada de vento q entrou em sua cabana rapidamente, porém leve como uma brisa. Ela correu para fora para ver quem, em meio da noite trouxe aquele vento, pois fora tão rápido que nem as pedras ao chão e nem o milharal a avisou. Deu-se então de frente com um cavalo assustado, juntamente com seu domador em sua cela, ambos sombras como a noite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Boa noite. – fala o homem, enrolado em panos negros. Sem descer do cavalo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Noites longas são as que nos trás surpresas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Torço para que esta seja uma delas. Vim por saber de seus conselhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Depende do que quer que eu diga. Homens maus não costumam receber conselhos positivos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Não sou mau. A vida nos dá milhões de estradas que se estreitam, chegamos algumas horas nem saber para que direção estamos indo. Não sei se me perdi nesse caminho, mas entenda que se peço conselhos a minha intenção pelo menos não é má.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A senhora conseguiu se convencer. Um homem firme que se detém correndo atrás de conselhos, absorve eles melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O convidou para dentro da cabana, onde ele viu milhares de objetos diferentes. Provou em sua mente verdade dos boatos sobre o diálogo dela com os objetos inanimados. Ajoelhou-se em um lençol, onde ela sentou alguns metros à sua frente. O homem foi direto ao ponto:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Existe possibilidade de reverter os defeitos da vida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela se assustou, seria um conselho complexo ou um simples e banal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Se puder voltar ao tempo. – Optou ela para o modo mais simples.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_E pedidos de perdão? Não conserta os defeitos da vida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Consertaria o seu se cada um fizesse a ti este pedido?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O homem pensou bem e, naquela altura da sua vida se tornou óbvio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Sim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Se num infinito universo como o nosso, a sua vítima seja logo alguém que pense como tu, então sim. Podemos reverter os defeitos da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Uma vez assassinei um Tigre, não tive tempo de saber como ele pensava. Rezo por ele todas as noites, porém não posso parar de correr, rezo em meio à caminhada do cavalo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Será difícil saber se ele pensava assim. Poderia desenterrá-lo e eu perguntaria. – falou ela com um pouco de graça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Já me dei o trabalho. – Colocou o homem a cabeça do Tigre em cima de uma pequena mesa que separava os dois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por alguns segundos, a mulher ficou pasma. O Tigre ainda mantinha seus olhos abertos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Senhor, por favor...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Não peça para tirá-lo daí sem antes você perguntar a ele sobre minha dúvida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os olhos pareciam a encarar. Porém não continha nada de sangue, estava limpa. E ao olhar novamente aqueles olhos, foi como se afundando pelas pupilas do animal. Até um súbito barulho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Não ouça, ninguém. Nem ele mesmo. Nem sua cabeça confusa e triste. Só a mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mulher pulou quando viu o animal, ou sua cabeça, soltando frases perfeitas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Não se impressione e se questione porque um animal morto está falando comigo, mas sim pelas palavras que menciono. – continuou o Tigre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Por que nem me ouvir?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Está falando com ele? – Diz o homem, empolgado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Cale-se. – A mulher fala seriamente. – Responda minha pergunta, animal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Você foi rápido ao ponto de nossa conversa, Sábia Senhora. Há de um conselheiro precisar de conselhos, espera até que responda suas perguntas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mulher se encolhe, estava visivelmente frágil nesses dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Espera o mundo ouvir conselhos seu, mas houve evolução em alguém que aconselhaste? A aldeia continua a mesma, a violência continua a mesma. As dores também. O defeito nunca foi sua boa vontade, mas a fé de quem ouviu. Esperam o povo da aldeia, ouvir exatamente o que querem, o que necessitam para provar para si mesmo que suas atitudes estão certas. Dão as costas e voltam ao cotidiano. Deus tenta ajudar todos os dias cada ser humano, mas eles insistem em achar que são só banalidades do acaso. Nunca o agradecem, como não agradecem um conselho seu. E agora lhe pergunto: esperar o agradecimento é tão errado assim? Temos no mundo escolhas, não somos obrigados a fazer o bem, mas se fizermos, nada mais justo saber que valeu de algo, ou nos tornamos mais um mal-agradecido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Como sabes tanto de mim? – Assustou a senhora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_As árvores são fofoqueiras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Pode perguntar-lhe sobre meu erro? – Indaga o homem, ansioso pela resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Responda-lhe palavra por palavra de que te direi agora. – fala a cabeça a ela – Somos nós alimentados de carne. Somos nós ainda guerreiros. Como culpar alguém que lutou e comeu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Sábia repete palavra por palavra o dito da cabeça do Tigre. O homem levanta, feliz. Agradece com agitação a mulher.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Posso então levar a cabeça já?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Não, deixe-a. Enterrá-la-ei depois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O homem, sem entender, agradeceu novamente e saiu rapidamente com o cavalo, um novo ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Entenda. No mundo, em sua maioria não sabe levar em consideração o que lhe é aconselhado. – Fala a cabeça – Este homem soube. Quando Deus lhe deu esse dom, pensava nele como um conselho, pois faria dele o que bem entendesse. E você fez o bem, tentou algumas vezes, acertou também muitas outras. Mas se o homem não sabe agradecer, Deus sabe. E por isso estou aqui, para lhe agradecer por ele. O mundo ainda não está preparado para bons conselhos, me desculpe, minha filha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Você é...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Todos nós somos, a partir do momento que aceitamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mulher se exalta em mistura de sentimentos sinceros. Mas o Tigre continua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Por isso, lhe venho falar que a partir de hoje terá sua vida de volta, sua missão já está cumprida. Ensinou a si mesmo o sentimento de ter uma segunda chance de vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Ao homem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_não, a si mesmo. Lembra ainda de sua vida que largou para viver de conselhos aos humildes? Aquele homem aos panos negros dizia você que era sua vida naquela época. Hoje corre do mal para encontrar seu bem perdido. Ele a encontrou nessa noite, mas pela pressa nem notou que havia encontrado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Espero ele voltar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Você esperou quase cinqüenta anos para esse acontecimento. Esperaria mais cinqüenta, ou aprenderia que uma segunda chance faz parte correr atrás do tempo perdido?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mulher levantou-se, correndo. E, em meio à corrida até a saída da cabana, voltou seu rosto para trás e perguntou: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Se tu és só um mensageiro de Deus, preciso de um nome pra agradecê-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Precisou de um, minutos atrás, ao ajudar o homem? Não precisamos disso para fazer o bem, sou que nem tu, Sábia Senhora... Sou só a cabeça de um tigre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos os objetos, nesse momento, calaram-se. Inclusive a cabeça. Ouviu então o silêncio. Ela sorriu, e correu para fora. Viu a grande estrada se diminuir por sua vontade de viver.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-7976263176411642528?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/7976263176411642528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=7976263176411642528&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7976263176411642528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7976263176411642528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2007/07/sbia-senhora-e-cabea-do-tigre.html' title='A Sábia Senhora e a Cabeça do Tigre'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-7970086936784065057</id><published>2007-07-15T11:41:00.000-07:00</published><updated>2007-07-15T11:48:23.864-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E as ruas estão imundas.&lt;br /&gt;Não há vassouras para tanto serviço.&lt;br /&gt;Alguns comem, outros cospem.&lt;br /&gt;Dependendo do seu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipocrisia é todo dia o prato do dia&lt;br /&gt;Mastigamos e fingimos caviar.&lt;br /&gt;Mas nem sabemos, qual é o gosto do caviar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta gritar,&lt;br /&gt;O mundo é só mais uma esfera de cabeças quadradas.&lt;br /&gt;e nos meus sonhos vai melhorar.&lt;br /&gt;Acorde-me quem realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego o ônibus, o metrô.&lt;br /&gt;E descubro ser o maior momento de paz.&lt;br /&gt;Tiraram minhas idéias,&lt;br /&gt;Meu sentimentos.&lt;br /&gt;Só sobrou o pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a igreja tem interesse em mantê-los.&lt;br /&gt;São o ganha-pão retirados de quem nem tem pão.&lt;br /&gt;E cobertor está molhado, não esquenta nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas escorrem contra o vento.&lt;br /&gt;As dúvidas não são expelidas.&lt;br /&gt;E chegam a voar do terraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as minhas vidas, só uma bala me abala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-7970086936784065057?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/7970086936784065057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=7970086936784065057&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7970086936784065057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7970086936784065057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2007/07/e-as-ruas-esto-imundas.html' title=''/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-3726137679323952524</id><published>2007-07-07T00:28:00.000-07:00</published><updated>2007-07-07T00:31:23.247-07:00</updated><title type='text'>A Canção dos Sinos</title><content type='html'>Chovia como não se fazia há tempos. Mas a canção continuava, abafada.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre a mesma, com toda a passeata de homens cinza carregando pedaços de muros de castelo. Cada homem com seu sino no pescoço fazendo a música tocar nas noites pares do pequeno vilarejo. Era sempre pela noite que iniciava o ritual, não sabendo de onde viera, e nem sabendo para onde ia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesse vilarejo mórbido existia um responsável pelos impostos reais e pelas leis que chegavam até o rei, o Louro Senhor da Torre&lt;b style=""&gt;. &lt;/b&gt;Passava ele horas e horas dos noites pares observando os estranhos homens que caminhavam tocando seus sinos, que soavam uma voz tenor. Nunca havia visto sinos cantarem, de fato pouco que conhecera após seus trinta e poucos natais era novo. Em geral eram idéias modificadas ou banais. A cada dia que passava, corria atrás dessas coisas: fantoches, porcelanas raras, espadas. Mas não tinha ainda o sino que estava intrigando-lhe até os músculos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passou então certo dia todo a pensar: de onde homens tão sujos e prováveis escravos conseguiram artefato tão belo? Precisava ir até lá para descobrir, mas ainda era um dia impar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegaram suas tropas falando da fome do povo que lhe estava sob custódia, já morriam vários nesses tempos difíceis. Mas, não preferiu. Mais tarde, teria visto uma empregada desmaiada pelos cantos da casa, alegando fraqueza, “pura desculpa para não trabalhar” falou ele, ainda não sabendo que esta já estava morta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Saiu para analisar todas as ruas, com a carruagem dourada passando sobre a lama, sobre o que se sobrava da vila. Era estranho, não havia nada de lá, nada de cá. Mandou o chofer voltar para a casa, pois nem valeria ir até o fim duma rua fechada por muros. Era ele mesmo que teria pedido por esses lá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então Deus puxou o manto cheio de furos sobre a terra e deixou Sua visão exposta novamente. “Pagaria qualquer coisa por aquele sino, senhor?” falou o conselheiro, interessado na ânsia do responsável pela torre oeste. “Claro!” era a resposta que não saía da boca do Louro, quando o assunto era o sino. Deu milhões de moedas de ouro ao conselheiro, com a promessa de um dos “sinos cantores” como ele mesmo chamava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passou-se a noite, e conseguia já ouvir, mais forte que antes a canção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Correu para ver o conselheiro pela torre, e não acreditou no que viu: o conselheiro estava com um sino. Andando junto com eles.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passou a noite toda sonhando e pensando com isso, em todos os aspectos. E até à hora em sua manhã que pediu que fossem três dos seus cavaleiros na casa do conselheiro, buscar o que era seu por direito. Voltaram sem nada, e ele não quis nem ouvir explicações, queria-o preso e até pior, que visitasse o carrasco. Não ouvira as falas de ninguém. Só ordenou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então passou nesta noite bolando planos, andando com sua carruagem e vendo onde pegar cada um daquele bando de loucos que tinham tantos do que ele queria só um. Foi até o muro no final da rua, supôs que eles o pulavam, era só os fechar pela frente... Se eles tivessem armados teria a guarda de espreita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegou à noite do plano, e não se agüentou, gritou para os guardas estarem em posições, aproveitariam e pegariam tudo deles e puniria o conselheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nenhum o respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegava de tratar com as reles do palácio. Seria com os da rua, pois o prêmio valia isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Parou sua carruagem, sozinho, pelo meio da rua. Só ouvira o som abafado e ecoando pela cidade toda chegando até ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os passos lentos, sem pressa, de todos aqueles homens. Até seu encontro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Homens de farrapos: sou lorde aqui e exijo seus sinos e o conselheiro dessa cidade, para meu julgamento.” Notou ao fim de sua fala, decorada pelo dia todo, que aqueles homens com tonalidade azul, não chegaram a se espantar e nem amedrontar com a oração. Era puro silêncio, eles e os sinos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Não ouviram? Vocês...”&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Sim, ouvimos” interrompe o homem mais a frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Senão terão força bruta dos meus soldados ao deixarem à cidade”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Eles?” aponta o homem de outrora, lá pra atrás de seu bando que crescia cada dia mais. Eram os soldados que não responderam para o lorde alguns minutos atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Traidores! Não ficará assim!” Grita “E vocês, entreguem os sinos, já estou cheio de vocês andando pela minha cidade!”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Esperamos cada dia por isso, para que nos visse daquela janela e descesse. Seus soldados nunca serão traidores, foram até o fim da vida por ti. Seu povo também. Mas de nada adiantou a confiança que demos para você, pois se não sabe que eu já fui seu povo. Trouxemos esses sinos especialmente para saber que guardávamos o seu, sempre.”&lt;br /&gt;O conselheiro então com olheiras enormes, vem sorrindo com o sino entra as duas mãos. O lorde desce do cavalo, e encarando todos, chega até seu conselheiro e pega o sino... Ele cantava mesmo. O lorde, com seu novo brinquedo em mãos, proclama: “Podem ir. Eu permito.” E então todos riem. “Quem permite é só o artesão do sino.” E o sino começa a queimar na mão do outrora homem chamado de lorde. “Esse sino... é uma maldição!” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Não é uma maldição. Ele queima seus pecados, todos. Pois mortos já estão julgados desde o bater dos sinos. Hoje você se torna homem como todos os desse vilarejo e palácio que não existe mais.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suas mãos ficam azuis, e em meio de gritos ele só pensa em como o conseguiram... E antes dele perguntar, já lhe respondem: “Qual homem sem valor como você, não se atrai por um ouro que faz barulho? Buscam ouro físico para compensar a falta interior, julgam como Deus, executam como o Diabo. Mas hoje é isso, em nossa frente. Levanta-te e pára de chorar, hoje é seu dia de balançar o sino.”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-3726137679323952524?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/3726137679323952524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=3726137679323952524&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/3726137679323952524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/3726137679323952524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2007/07/cano-dos-sinos.html' title='A Canção dos Sinos'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-4058832370437729414</id><published>2007-06-14T19:48:00.000-07:00</published><updated>2007-06-14T19:56:10.468-07:00</updated><title type='text'>Linda estrela</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ouvi boatos dias atrás de que estrelas estavam caindo do céu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não acreditei. Sempre que saia, só via vaga-lumes. E queria enganar a mim mesmo, criança, que eram estrelas. As cuidava, dava o tratamento de estrelas, mas não eram estrelas. Eram como gatos, se sentiam maiores que são mais brilhantes que a luz, e mais atrativos que estrelas. Mas não eram estrelas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cansei. Achei que era mais uma mentira. Estrelas não caiam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vivi muitos anos fugindo de eventos de estrelas. Qualquer brilho? Estava eu longe. Uma pequena luminosidade, eu fugindo. Eu sou um ser humano, tenho problemas comuns... O que me faria acreditar que focos de luz saíssem daquele céu lindo para cair?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi então outro episódio, onde descobri que para alguns caíram. Pesquisei na internet, nos jornais. Não é que caíram mesmo? Algumas eu vi com os próprios olhos! Era lindo de se ver, mas não de tocar. Caíram fora do meu quintal, não me pertencia. Mas valia de esperança de saber que tal acontecimento era possível. Corri para casa e sentei no meu grande sofá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada. Passaram-se anos e nada. Olhava pela janela, e caiam mais estrelas nos outros quintais, e o meu? Vaga-lumes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não abri a porta! Não senhor! Já estava cansado de acreditar no impossível. Se era difícil uma estrela cair, impossível era um vaga-lume virar estrela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Batiam na porta, se fingiam de carteiro. Até chegaram algumas aproveitar para entrar quando abria a porta para o entregador de pizza. Pegava a vassoura e corria atrás uma por uma. Alimentar quem me engana? Ah insetos espertos... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Liguei a tevê, só tinha estrelas. O rádio, estrelas... E uns astros também.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Resolvi sair, curtir um pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas tinha mais vaga-lumes pelo mundo que imaginava. Onde é a ninhada disso? Serei eu obrigado a viver pela claridade de uma luz que não acende? Não. Viva no escuro, porém no sincero. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas um dia minha paciência esgotou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E desisti. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Achei nunca mais querer achar. Quis nunca mais querer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E andei pelo espaço curto da minha casa. Era como quando criança: não bastava falar, fazer xixi, piscar, e ter fricção nas rodas. Era sempre necessário algo, precisava da alma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E foi quando exatamente disse: “Tudo bem, minha busca terminou, desisto” Eu tropecei &lt;st1:personname productid="em algo... E" st="on"&gt;em  algo... E&lt;/st1:PersonName&gt; caí sozinho. Descobri que não tinha luz em casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fui ao quintal em meio aos vaga-lumes, para deixarem eles me enganarem novamente. Culpava o mundo, culpava a todos. Mas mesmo em meio do julgamento do mundo, notei a falta de vaga-lumes e todos os tipos de insetos. Era fácil notar, pois parecia fazer dia de noite. Ou fazia dia ou... O que era aquela luz enorme brilhando em cima de mim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era uma estrela, um astro, um corpo celeste, uma parte de uma constelação... Não interessa do que eu a chamasse, ela poderia chamar qualquer coisa que eu quisesse, pois ela é minha. Ninguém mais a via. Poderiam babar pelo seu tamanho, pelo seu renome, mas pelo seu brilho só eu. E não fui eu que a proclamei minha, foi ela que me proclamou dela. Ela falava! E eu ficava quieto babando, até agradecer por ela vir até mim... E ela riu, pois quem caiu fui eu, meu mundo que caiu numa estrela. E ela apontou para meu corpo, e notei que brilhava. Ela também veio atrás de uma estrela. Eu ainda não a abracei, mas esperem porque logo-logo todos verão um segundo sol no bairro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se eu conto ninguém acredita... Mas caem sim, viu? Às vezes você estava de óculos escuros, ela disfarçada. Mas caem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E só os que acreditam é que são felizes.&lt;/p&gt;  &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Feliz Dia dos Namorados!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-4058832370437729414?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/4058832370437729414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=4058832370437729414&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/4058832370437729414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/4058832370437729414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2007/06/linda-estrela.html' title='Linda estrela'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-3673043042679109594</id><published>2007-05-28T14:27:00.000-07:00</published><updated>2007-05-28T14:32:09.059-07:00</updated><title type='text'>A Cadeira do Dragão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Os olhos viravam como torções musculares. Mas teria que abri-los, com dores ou não. Uma sensação de doença tomou o corpo todo. É como estar de ponta cabeça, sentindo todo sangue descer para o topo, mas aos poucos seus olhos adaptaram a luz e a dor, eles sempre se adaptam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo vai ficando definido pelos olhos, o suor no rosto já começa a sentir pelo rosto, e se entrelaçar na barba serrada. Mas nada curava o desespero, nada. Era tudo novo aos olhos: os ganchos, cutelos, baldes... E o principal: a incômoda cadeira que o sustenta, deixava as costas totalmente eretas, os punhos presos aos braços dela por barras de aço. Ao tentar levantar o pé não conseguiu, existia outra dessas barras metálicas que o pesava para baixo, mal conseguia os vê-los e, ao tentar, viu a quantidade de fios ligava ele a baterias pela sala. O desespero fez conta do resto. Contorcia-se, tentava estourar tudo aquilo na clemência do culpado. Em vão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Onde estou? – pensava, e suava frio o homem, em frente às paredes vermelhas não de tintas naturais e nem pintada por pincéis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gritava sem sonoridade. E quanto mais se esforçava, mais sentia o coração batendo em cima daquela carne cheia de queimaduras e cicatrizes que antes não lembravam existir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passaram-se horas, a frente de todas as lâminas e utensílios, acima do chão com pedaços humanos, pequenos dedos, e abaixo daquela forte luz, que o fazia suar mais e mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até um ranger estranho arrancar sua paciência e atenção de qualquer outra coisa vir á suas costas, como algo arrastando. Aço gelado sobre o piso. Logo vieram barulhos pequenos, demorados e abafados, porém ecoados, sobre o chão, chegando mais perto dele. Sua cabeça se torcia o máximo para notar quem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Está bem hoje, A? – Solta a voz. Fria e grossa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Qu... qu... – Força a falar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_A água, no canudo amarrado no seu ombro. – Avisa-o, apontando, pelo pouco que via, por uma caneta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Virasse rápido e percebe o fino cano azul grudado com fitas entre o corpo, e entrelaçado com os fios. Após uma longa golada, tenta novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Que... quem é você? Onde eu tô?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Meu nome é Geblüt. É meu nome alemão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O homem de pé então dá mais alguns passos ao campo de visão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Vê meu jaleco branco? Sou doutor. Sei o que faço. – Sorrindo. – Agora vamos brincar, A.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A, a alcunha citada para ele, soava familiar. Mas estava mais preocupado com a serra sobre as mesas. Mas logo esquece, quando o homem pega o balde e vem trazendo em sua direção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Não, não... – Antes de falar sua terceira negativa, o balde abafa o som.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Acalme-se meu rapaz. A dor é a maior pureza que Deus pode nos dar para evoluir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em seqüência um pequeno estalo.&lt;br /&gt;_Ahhhhhhhhh! – os músculos contraem, sente sua boca repuxar e seus braços e pernas dobrarem. Choque, choques, sente a eletricidade faiscar sobre seu corpo. As pernas batiam também na madeira colocada atrás da barra. Quando se tentava aliviar se batia a perna na madeira, até mostrar os tendões. A boca queimava, a garganta, e toda sua trilha. Gritava, gritava... e só respondia o eco. Até outro estalo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O relaxamento total.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os músculos tremiam, não tinham reação. O corpo ali parado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um tapa é descarregado nele, e respiração como sopro de vida aparece lá. Mesmo no meio de pequenos espasmos visíveis pelo corpo. Ele mexia-se sozinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_O... onde... é aqui...? - treme e mal sabendo onde direcionar os olhos. – o inferno?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Inferno? – Dá uma gargalhada alta.- felizmente para você, não. Lá eu teria menos que se preocupar se você vive ou não. O torturaria ao máximo sabendo que amanhã estaria você lá novamente. Está numa sala escura. E sem endereço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um pequeno soluço vem do homem na cadeira. Outros, até as lágrimas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Pelo menos me diga o que eu fiz! – Grita em meio ao choro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Você não se lembra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Me diga! Eu tento lembrar! – ainda aos berros e choro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_A dor do ferido, no criminoso, nunca dói. Neste nem existe lembrança e conhecimento de dor. Eu quero te provar isso. Que você nunca se lembrará.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um sangue quente desce pela cabeça dele. E começa pingar sobre os fios no corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Eu peço perdão, eu juro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Perdão, arrependimento?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_É! Eu te imploro!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Eu aceito seu arrependimento e perdôo... Se me falar o que você me fez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um silêncio encontra o quarto maldito. E então o homem de pé continua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Não há como. Como se arrepender de ter feito algo que não lembra? Acho que enjoei, hoje eu te mato mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rapidamente, saca uma pistola debaixo do jaleco e a mira na testa do homem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Pelo amor de Deus! – Com um berro suplico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Você matou minha filha, homem! Nada mais justo que eu tirar a sua vida! – Grita ofensivo empurrando a pistola cada vez mais na cabeça do sentado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Eu não matei ninguém!! Juro! Você acha que eu não lembraria???&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Não. Não Lembraria. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lentamente, ele abaixa a arma. E dá as costas, andando em direção à mesa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Fôlego ofegante continua no outro homem. E então o homem com a arma continua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Sente esse sangue descendo quente? De onde ele provém? – E então uma breve pausa. - Ás vezes você até esquece que tem uma cabeça, não é? É do seu cérebro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele então levanta e continua.&lt;br /&gt;_Após você ser preso, para viver de vida boa com seus amigos, eu o “comprei”. Fui aos maiores nomes que poderia imaginar para conseguir sua liberdade e tutela.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Desde Advogados até mafiosos. Só para tirar da cadeia o psicopata que matou dezessete moças na rua, por sua “incapacidade de acesso” a elas, digamos assim. Gastei grande parte do meu dinheiro com eles, pois não havia razão de tê-lo sem ter o que mais amo. Sobrou-me só você, eu e esse quarto sujo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_é impossível! Eu lembraria! – Chacoalhando a pesada cadeira parafusada ao chão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Já disse, não lembraria. Como disse no começo, eu sei o que faço. Eu sou médico. Neurologista. Gastei o restante do dinheiro em pesquisas, para induzi-lo no que seus testes mostraram tendências, a dissociação de memória: esquecer eventos traumáticos. Você acha que é a primeira vez que estamos aqui?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um frio percorre a espinha do homem sentado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Essa história faz dez anos... Não sei como ainda não enlouqueceu de tantas induções.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, como se a histeria dominasse, solta a raiva:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Você é um louco! LOUCO! Me solta seu desgraçado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Lembra seu nome, pelo menos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um momento de silêncio o domina por dentro. “Quem sou eu?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Alexandre Drache. – Responde o Doutor. – Se não sabe seu nome, como sabe seus atos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alexandre entra num abismo profundo. Era o perdão imperdoável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Sempre ensino o canudo de água pra você. Você sempre me implora perdão. É sempre a mesma coisa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_E por que não aceita meu perdão? – frio, sem emoções.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Porque quero a minha vingança. E a vingança e o perdão, são bem parecidos. Nos dois, os participantes são divididos entre os que lembram e os que não lembram. No caso do perdão, o autor lembra, sabe que errou e nunca mais faz, servindo de experiência. A vítima esquece e o perdoa. No caso da vingança, o autor esquece, para ele foi mais um momento qualquer na vida. E a lembrança toda fica comigo, a vítima. Que chorou noites pela morte. São caminhos estreitos da mesma coisa: onde existe vingança, não existe perdão. Você deveria saber bem, já que se vingou de todas aquelas mulheres. – Ele chega perto do ouvido de Alexandre . – Eu me tornei você...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Eu não posso ter sido tão mal! – fala olhando para o vazio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_A vingança dá crias, o perdão nunca. E os filhos aprendem com os pais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Até quando vamos ficar nisso?! Até você se enjoar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Sempre as mesmas frases... – Anda para longe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Você me tira a chance do perdão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Senão me tira a chance da vingança. – Ele pega o balde na mão. – Você é forte, Alexandre Drache. Olhe, Drache deriva de Dragão. Eles vivem mais de mil anos e sua lembrança nunca falha. Ainda temos tempo para descobrir se você irá lembrar um dia. – fala irônico – Você está no seu trono. Todo seu poder está aí, Quem agüenta dez anos na Cadeira-do-dragão só pode ser um dragão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_Impossível... dez anos... eu teria morrido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;_E que diferença faz? Mil anos, Dez anos, um dia. Você não se lembra mesmo não é? Ou lembra?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-3673043042679109594?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/3673043042679109594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=3673043042679109594&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/3673043042679109594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/3673043042679109594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2007/05/cadeira-do-drago.html' title='A Cadeira do Dragão'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-5378058317133224140</id><published>2007-05-20T15:54:00.000-07:00</published><updated>2007-05-20T16:00:48.648-07:00</updated><title type='text'>Arrumem os postes de Iluminações</title><content type='html'>São só cabeça, tronco e membros.&lt;br /&gt;Nada além disso.&lt;br /&gt;Só vêm barulhos das casas ao lado, a travessia é longa. A pé é um porre.&lt;br /&gt;Frio demais, demais mesmo. Só meu sobretudo chega perto da idéia de aquecer, mas mesmo assim quem garante que chegando ao fim não estarei congelado?&lt;br /&gt;Encontro alguns no caminho, me acompanham por algum tempo naquela rua, com luzes quebradas, gatos miando, bueiros lotados de sujeira humana.&lt;br /&gt;A parte mais engraçada de tudo é chegando ao fim da ladeira, aliás esqueci de dizer... é uma ladeira essa rua, depende no momento é uma subida ou uma descida, e o momento depende de sua personalidade, pois quando minha perna pede descida, vem subida. E não contei do final da ladeira, pela subida e começo de descida... Então, dá para ver a cidade toda de lá! Da boca sai: “que visão maravilhosa!” mas na verdade estou pensando que grande merda aquilo ajuda na situação da vida, minhas contas serão pagas? Vai ter comida na casa daquela senhora que está privilegiando a mesma visão deitada ao chão, suja perto dos lixos? Ou pior, sei lá, não há nada de pior que venha em minha mente agora, mas na de alguma pessoa vem, sempre vem... há sempre um problema a mais pra um humano a mais.&lt;br /&gt;Já gritei tantas vezes pela janela das casas daquela rua: “Salvarei o mundo! A minha vida será diferente! O homem é consciente do que faz!” e até hoje não conheci alguém que não tivesse passado pela aquela parte da rua, seja de carro, seja de avião. Eu estava errado por saber que era tudo um erro, ou estou errado de achar que é um erro e não tentar consertar? Nem sei mais.&lt;br /&gt;A rua é tão esburacada que quando vem alguém fazer manutenção nela a gente desacredita na credibilidade. Falo isso pois veio um técnico e fez um serviço maravilhoso em casa, procurava um defeito. Todos eu achava, culpava-os e procurava outro técnico. Será que não era eu mesmo que não cuidava dela? Ah, sou humano. Nós somos humildes para assumir que erramos, mas nunca para falar qual foi o erro. Oras, quem consertaria a casa de alguém que a quebra sempre?&lt;br /&gt;Por isso saí de casa. Quis ver onde essa rua que eu andava devagar vai, se eu começo deixar ela me levar. E volto aqui, em cima de tudo, pronto pra olhar lá pra baixo, sabendo que em segundos, como na montanha russa, eu vou com tudo e nem consigo respirar.&lt;br /&gt;O foda é achar que sabe onde é o fim da ladeira, mas na verdade é tudo ilusão de ótica, sempre tem mais um pouco pra descer. E pra variar, eu me esborracho no chão. E o cara da manutenção nem está aqui pra ver. Acho que vou mudar pra rua de cima, a de baixo falam que é pior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-5378058317133224140?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/5378058317133224140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=5378058317133224140&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/5378058317133224140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/5378058317133224140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2007/05/arrumem-os-postes-de-iluminaes.html' title='Arrumem os postes de Iluminações'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-7155426723006941026</id><published>2007-05-13T17:20:00.000-07:00</published><updated>2007-05-13T17:25:19.306-07:00</updated><title type='text'>Olívia</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Chova. Mas Chova bem. Quero que pelo menos alguém chore por mim.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; Dizia Olívia, nua à frente ao espelho. Branca, toda. Seu corpo até definido, suas silhuetas eram até atrativas, mas ela precisava de mais. O mundo precisava de mais. Nada em branco atraía, pois tudo que era desse jeito, passava em branco.&lt;br /&gt;Teria histórias maravilhosas durante seu passado, lembrava sempre. Mas o passado é o lugar mais longe onde se pode ir da realidade, é uma viagem tão longa ao que existiu que no meio do caminho lembramos, que passado é virtual, não existe fora de sua mente nada das lembranças. Sobra então o futuro e o presente. E que presente ela ganhou hoje: seu presente em branco, todo como seu corpo. Nenhuma cicatriz, nem uma tatuagem, nem marcas de cortes pelos pulsos. Era pura.&lt;br /&gt;Seus cabelos negros refletiam no espelho, este que por sua vez refletia o fim do quarto, a porta para pequena sala do apartamento de Olívia. Seu pai chicoteava-se com flor do trigo, sua mãe era transparente, indiferente do mundo que vive. Mas não existia-os agora, era só ela e seu apartamento. Mas algo chamava o destaque da sala, para onde ela foi se seguindo a passos lentos: A janela. Grande, e com visão para o universo todo, que chorava sozinho por ela. Avisou os amigos por poesias, escreveu cartas. Ninguém a respondia. Só a janela, com milhares de prédios acesos nessa noite tempestuosa e as estrelas que pareciam soltar os sons dos carros nas ruas.&lt;br /&gt;Se chegava quase aos trinta anos... faltavam dois anos só e, o que se fazia de agora em diante? Filhos, casamento? Era transparente.&lt;br /&gt;Ela então desperta como de um transe, com batidas nas portas violentas.&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;Olívia!&lt;/em&gt; – Grita uma voz.&lt;br /&gt;O desespero é contagiante no seu corpo, a adrenalina sobe. Prepara-se para ficar quieta e esperar o homem ir embora. Pede para seu coração parar, ele assim não chegaria a tempo.&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;Abra Olívia!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;Quem é?&lt;/em&gt; – Não tendo forças para esconder.&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;Bruno! Abra logo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;Desculpe, Bruno mas estou nua. Espere.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;Não há como esperar!&lt;/em&gt; – começa a deitara porta abaixo, como um desespero frenético.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Será que eu vôo? Virarei vento, borboleta, ou cachorro? Há alguém me esperando?”&lt;/em&gt; Valeria o custo, mas não há. Ela já sabia disso.&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;Eu quero mais Bruno, eu quero o necessário para ser feliz!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;_&lt;em&gt;Pára Olívia! É a cocaína! –Ainda tentando derrubar a porta violentamente.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;_&lt;em&gt;Não, a cocaína não pensa, ela não respira-a. Sou eu. Eu preciso de mundo mais mundo que esse. Preciso de grandes nomes, preciso ser meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;_&lt;em&gt;Você tem seu mundo. Você tem amigos!&lt;/em&gt; – Rezando para que mais uma vez ele conseguisse impedir.&lt;br /&gt;Bruno vira q a porta dificilmente quebraria a tempo. Desceu até o vigésimo nono andar. Um abaixo de Olívia. Para convencer á subir pela varanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é cocaína, não é nada. É só o fim. Ou o recomeço de tudo. A agonia de saber pagar tudo  no fim do mês se iria junto. A preocupação de achar que não te magoe, de amigos leais. Tudo iria voar pelos aranha-céus.&lt;br /&gt;Qual a chance de um ser humano voar? &lt;em&gt;“Centenas de Bilhões pra um?”&lt;/em&gt; Dizia Olívia. &lt;em&gt;“Nenhuma!”&lt;/em&gt; falava Bruno. E essa noite não foi de saber certo ou errado, réu e vítima. Era a dúvida de saber que quem mesmo não possa voar, passa tão bela pelo ar e janela... Dúvidas à parte. Só temos certeza de continuar sem entendê-las. Mas se houver a menor hipótese de resolvermos, escolheríamos mesmo a mínima chance.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-7155426723006941026?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/7155426723006941026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=7155426723006941026&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7155426723006941026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/7155426723006941026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2007/05/olvia.html' title='Olívia'/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5860071064015878709.post-5198785442656899302</id><published>2007-05-13T15:56:00.000-07:00</published><updated>2007-05-13T16:06:40.415-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bom, seguindo os meus queridos...&lt;br /&gt;Achei que chegou a hora de (re)tentar a criação de um blog pessoal.&lt;br /&gt;Estou até desacostumado com isso, mas tudo tem tempo de aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poxa é um saco postar o que escreve, pelo lado de periodicidade, por medo da opinião. Mas como a vida ensina tentarmos e errar para aprender a acertar, estou novamente aqui.&lt;br /&gt;Não Classifico o que escrevo, logo não tenho rótulos. Se você falar que é, é porque identificou como tal. Simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço a colaboração, apoio e o comentário de cada um.&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5860071064015878709-5198785442656899302?l=emterrasdeolivia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/feeds/5198785442656899302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5860071064015878709&amp;postID=5198785442656899302&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/5198785442656899302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5860071064015878709/posts/default/5198785442656899302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emterrasdeolivia.blogspot.com/2007/05/bom-seguindo-os-meus-queridos.html' title=''/><author><name>Fernando Belucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16225500624469383672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i194.photobucket.com/albums/z285/atlas_sephroth/okami.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
